Drifting

Ao contrário do que muitos pensam, esse estilo não começou nas montanhas japonesas, e sim nos estágios do mundial de Rally de velocidade nos anos 70. Nessa época não se falava ainda em velocidade de entrada, ângulo de curva e outras coisas como hoje, o que importava era apenas velocidade, já que essa era a maneira mais eficiente para andar rápido pelas estradas de terra europeias.

Enquanto isso no outro lado do mundo, no começo dos anos 80,com a popularidade carros desportivos de tração traseira com preços razoáveis, os japoneses já tiravam rachas nas montanhas. Com o tempo, viram que fazer as curvas deslizando a traseira do carro, seriam muito mais rápidos.

Keiichi Tsuchiya é considerado o rei do drift, e foi um dos primeiros, a conseguir derrotar carros considerados mais potentes nas descidas de montanha.

Assim começou o drift como conhecemos hoje, mas um pouco diferente comparado ao usado nos rallyes, pois o que conta agora é o estilo, velocidade de entrada, ângulo de contra-esterço e velocidade de saída da curva. Há outros requisitos, mas que são contados apenas extra-oficialmente como por exemplo a distância do muro ou o rail.

Em 2003, com o lançamento do jogo The Need For Speed Underground, a modalidade tornou-se conhecida em todo o mundo.

Hoje, em praticamente qualquer país que tenha um mercado de tuning desenvolvido, acontecem apresentações, mesmo que sejam só para exibição, e não campeonatos como há nos Estados Unidos e Japão por exemplo.

Regras do Drift

Nesta modalidade a velocidade não é o requisito principal, como todas as outras modalidades automobilísticas, o estilo conta muito mais.

O primeiro que vou listar é a “Velocidade de entrada” (Entry Speed) na curva, medida por radar (a mesma que os policiais usam) e sensores instalados no carro. Quanto mais rápido, mais pontos. A velocidade em algumas provas ultrapassa os 190 km/h.

Ângulo de contra-esterço (Kakudou): É o ângulo em que as rodas ficam apontadas para o lado de fora da curva, quanto maior o ângulo, maior a pontuação. A maioria dos competidores usa caixas de direção modificadas, aumentando consideravelmente o ângulo, em alguns casos como o Pontiac GTO de Rhys Millen, adicionou 15 graus a mais num carro que já possuí um ângulo de esterço de 48 graus aproximadamente (um carro de rua normal não passa dos 40 graus).

Linha e fluidez: Basicamente segue o mesmo padrão fora-dentro-fora usado em corridas, pontos extras são contados caso a linha seja próxima ao muro ou limite externo da pista, mostrando aos juizes que o piloto está com controle total sobre o carro. Saídas da pista ou rodar são um bom modo de perder pontos.

Esses são os requisitos básicos avaliados atualmente; até aproximadamente 2002 havia o requisito - estilo, contando pontos por fazer as curvas com uma mão só ou sem nenhuma, com o corpo p/ fora do carro e outras insanidades, com a adoção do Anexo J da FIA (Federação Internacional de Automobilismo); esse requisito foi banido, obrigando os pilotos a competirem com os vidros devidamente fechados. Tudo isso infelizmente ficou restrito as exibições e na apresentação dos pilotos antes de cada etapa.

Pontos são descontados em grande quantidade se por algum motivo o piloto rodar na pista ou entrar numa curva em sub-esterço (Understeer: tendência de o carro sair de frente).

Na “Touge”, era considerado "o melhor" aquele que além do menor tempo fazia as curvas mais próximo do rail ou muro. Os melhores passavam a uma distancia menor que 10 centímetros. Infelizmente nesse desafio ocorreram muitos acidentes, com mortes inclusive, devido à queda do carro no precipício e eventual choque com as árvores.

                                                        

Os juizes na D1GP são:

Keiichi Tsuchiya: Considerado o pai do drift moderno e ex-piloto de JGTC (Campeonato GT Japonês).
Manabu Suzuki: Jornalista e colunista nas revistas “Option” japonesas.
Até o ano de 2004 havia um terceiro juiz: Manabu “Max” Orido, antigo campeão da Touge e piloto oficial da Toyota no Super GT (nome adotado pelo campeonato GT japonês por ocasião da mudança para uma espécie de campeonato internacional, que em 2006 contará com a participação do piloto brasileiro João Paulo de Oliveira).

A parte mais radical desta modalidade é o chamado Tandem Drift (Tsuiso Battle), onde dois competidores entram na pista ao mesmo tempo, andam todo tempo a centímetros um do outro, a partir deste ponto as estratégias começam, forçando a quem está na frente a ter uma condução cada vez mais agressiva, com ângulos e linhas que o expõem a erros.

O estilo da batalha segue um padrão básico: quem está na frente não pode deixar quem persegue distanciar-se e colocar o carro na linha interna, ou vice-versa. Caso ocorra um toque entre eles, quem recebeu o toque é considerado vencedor da batalha.

Espero que entendam melhor agora, e não fiquem tão perdidos quando assistirem a um vídeo desta modalidade tão espetacular.

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