Quase tudo o que há a saber sobre os automóveis

 
 
4WD - FT (Four Wheel Drive - Full Time)
Designa um veículo de tracção integral permanente e que não oferece a possibilidade de desligar a tracção de um dos diferenciais. Alguns modelos de todo-o-terreno possuem este tipo de tracção integral, assim como algumas stations wagons de origem japonesa. 
 
4WD - OD (Four Wheel Drive - On Demand)
Designa um veículo com tracção integral, mas que pode utilizar apenas duas rodas motrizes sempre que o condutor assim o entender. Os veículos de todo-o-terreno actuais já possuem dispositivos que permitem fazer esta gestão da tracção a partir do habitáculo, sem necessidade de sair do veículo. 
 
ABS
Siglas inglesas que correspondem ao Sistema Anti Bloqueio dos travões. É um conjunto de dispositivos electro-hidráulicos que evitam, no decorrer de uma travagem, que alguma das rodas dianteiras do veículo bloqueiem. Assim as rodas podem responder com sucesso aos movimentos do volante, o que é impossível quando estão bloqueadas. Um sistema de travagem como este consegue imobilizar o veículo num espaço mais curto. Para uma utilização perfeita do ABS, é só necessário pisar o travão a fundo, e depois esperar que o sistema entre em acção. Quando o ABS actua o condutor apercebe-se de uma pequena vibração no pedal do travão. O sistema ABS torna-se eficaz nos veículos ligeiros, mas é por vezes questionada quando se aplica em veículos de todo-o-terreno. 
 
Acelerador
É o pedal mais à direita e que permite dosear a quantidade de combustível para o motor e controlar a velocidade. 
 
Aditivo
São vários os aditivos disponíveis no mercado. Existem aditivos para os combustíveis e para os lubrificantes. No aditivos para combustíveis o objectivo é o de limpar o circuito de alimentação e melhorar a queima. Em relação aos lubrificantes, também conhecidos por tratamento de motor, o objectivo é o de manter a viscosidade do óleo e defender as peças do motor com uma película protectora. 
 
Admissão
O funcionamento dos motores a gasolina e a gasóleo funcionam, desde há algumas décadas, a quatro tempos. A admissão é o primeiro tempo do ciclo de trabalho do motor e corresponde à mistura de ar e gasolina a ser enviada para o interior do motor. Em relação aos motores Diesel apenas se verifica a admissão de ar. 
 
Aerodinâmica
A aerodinâmica tem um papel primordial no desempenho dos veículos, tanto no comportamento como nos consumos e prestações. Trata-se da resistência ao ar a uma determinada velocidade e a sua capacidade de penetração, de onde resulta o conhecido Cx. Este valor é medido em túneis de vento e oscila entre os 0,28 e os 0,35, conforme o design dos veículos. 
 
Aileron
Este apetrecho está relacionado com a aerodinâmica. Serve para dar melhor apoio ao eixo traseiro. Todavia, em alguns casos é utilizado apenas com fins estéticos. 
 
Airbag com detector de intensidade do impacto
Existem airbags que entram em funcionamento com maior ou menor intensidade em função da gravidade do acidente, para evitar que ao ser accionado, o sistema possa provocar feridas em choques de menor intensidade. Estudos apontam o disparo dos airbags como ofensivo para os ocupantes do veículo e a causa de algumas lesões. 
 
Alimentação
Conjunto de elementos que têm como função fornecer o combustível e o ar ao motor. Nos motores de combustão - a gasolina - o sistema de alimentação encarrega-se de realizar a mistura ar-combustível antes de entrar na câmara de combustão. Nos motores de compressão - a gasóleo - o sistema de alimentação introduz, por um lado, ar puro no cilindro, e por outro, o combustível fazendo a mistura na câmara de combustão. 
 
Alinhamento de direcção
O alinhamento da direcção consiste no acerto equivalente das rodas dianteiras, de modo a evitar o desgaste prematuro dos pneus e aumentar a estabilidade, evitando desvios indesejados na direcção do veículo. 
 
Alternador
A corrente eléctrica que alimenta o veículo é fornecida por uma pequena central, denominada alternador. Em conjunto com a bateria, o alternador gera corrente suficiente para que o veículo se mova normalmente enquanto que a bateria armazena a energia para o arranque. 
 
Amortecedores
Elemento da suspensão que em conjunto com as molas, tem como função isolar as vibrações provenientes das rodas. 
 
Antipatinagem
Dispositivo encarregado de reduzir a patinagem das rodas motrizes por excesso de motricidade aplicada em relação à aderência existente. Existem aqueles que actuam travando a roda que patina - é uma evolução do ABS, sem que o condutor exerça pressão - outros actuam sobre a quantidade de mistura que entra nos cilindros. Existem ainda outros que combinam ambos os dispositivos. 
 
Aquaplanning
Fenómeno que é produzido quando os rasgos dos pneus são incapazes de evacuar a água que se interpõe entre o pneu e o solo. Como consequência o pneu perde o contacto directo com o solo, desaparecendo a aderência e dando origem ao aquaplanning. Esta situação pode acontecer em diversas circunstâncias: quando o pneu está gasto e sem condições de utilização ou quando se entra num lençol de água a grande velocidade. Não se pode confundir o aquaplanning com a aderência da borracha do pneu em asfalto seco ou molhado. Quando se produz o aquaplanning, a roda não está em contacto com o asfalto, é mais ou menos o efeito de uma prancha de surf sobre uma onda, ou seja a aderência é praticamente nula. 
 
Ar condicionado
Este dispositivo permite refrescar o ar dentro do habitáculo, através de um circuito de refrigeração. Ao refrescar o ar, a humidade existente condensa-se e desaparece. No Inverno transforma-se num sistema de aquecimento eficaz. Os fabricantes recomendam ligar com alguma regularidade o ar condicionado, inclusivé no Inverno, para evitar que as juntas do circuito fiquem ressequidas e possam assim aparecer fugas de anti-congelante. 
 
Árvore de cames
Também conhecido por veio de excêntricos, a árvore de cames pertence ao sistema de distribuição e faz a gestão da abertura e fecho das válvulas de admissão e escape. 
 
ASR
Normalmente designado por sistema de antipatinagem, o ASR evita que as rodas patinem num arranque brusco ou numa mudança rápida de velocidade. Sempre que o sistema detecta uma roda em situação de patinar, o binário enviado para essa roda é reduzido até que esta atinja a normalidade. 
 
Assistência Electrónica de Travagem
Este sistema detecta a pressão exercida pelo pé do condutor no pedal de travão. Caso o condutor esteja numa situação de emergência o sistema actua em profundidade com o ABS e imobiliza o veículo num curto espaço. 
 
Avanço à ignição
Entre o momento em que a vela emite a faísca e a combustão da mistura carburante se realiza, existe um intervalo de tempo de alguns segundos. Para que a queima da mistura carburante se dê quando o êmbolo se encontra perto do ponto morto superior (altura que a compressão é máxima ) é necessário que a faísca seja dada, uns graus de rotação da cambota, antes do ponto morto superior. A esta antecipação da faísca dá-se o nome de avanço à ignição. 
 
AWD (All Wheel Drive)
Esta designação presta-se a confusões entre alguns construtores. Existem uns que a utilizam para os seus veículos de tracção integral, mas a maioria usa esta designação para modelos que possuem as quatro rodas direccionais. 
 
Barra de torção
É uma barra metálica que está colocada entre a carroçaria e as rodas, que é retorcida quando a roda se movimenta da sua posição de equilíbrio para cima ou para baixo, obrigando-a depois a voltar à posição original. 

Barra estabilizadora
Elemento da suspensão constituído por uma barra metálica que une as duas rodas do mesmo eixo. Não actua quando ambas as rodas se movimentam para cima ou para baixo simultaneamente. Torna a suspensão flexível e confortável, aumentando artificialmente a rigidez em curva. Deste modo, as barras estabilizadoras reduzem as vibrações em mau piso e aumentam a segurança do veículo evitando a tendência para o capotamento. 
 
Barras laterais
Elementos metálicos fixos à estrutura interior das portas, destinados a evitar intrusões em caso de choque lateral. 
 
Berlina média
Categoria de veículos atendendo à sua dimensão. São modelos cujo comprimento é em geral acima dos 4,5 metros. Esta classificação é relativamente flexível, devido às constantes alterações que se fazem nos novos modelos com o intuito de «roubar» quota de mercado às grandes berlinas.  
 
Biela
Num motor a energia mecânica gerada à custa da queima do combustível é transmitida aos êmbolos, que efectuam movimentos alternativos. Esse movimento alternativo tem de ser transformado em movimento rotativo. O elemento mecânico que transforma o movimento alternativo em rotativo é a cambota. Assim, a biela é o componente mecânico que serve de ligação entre o êmbolo e a cambota. 
 
Binário
Medida da elasticidade do motor, ou seja, a facilidade em acelerar. O binário é a multiplicação entre a força exercida no êmbolo e a distância entre o moente de cada biela ao eixo da cambota (que é igual a metade do curso). Num motor de explosão, esta força pode variar em função do regime a que o motor rode. Quanto mais baixo seja o regime a que se alcança o valor máximo, maior amplitude terá a tracção, que é como dizer, maior garantia de que terá força suficiente para, por exemplo ultrapassar, sem ter que reduzir de mudança. No geral, um valor de binário que apenas varie com o regime a que o motor roda oferece também uma resposta consistente e constante ao acelerador. 
 
Binário do motor
O binário do motor, a uma determinada rotação, é a energia mecânica que o motor é capaz de produzir, em cada rotação. Traduz a capacidade que o motor tem de produzir energia, em cada explosão da mistura carburante. A unidade internacional do binário é o Newton x metro (Nm). É comum encontrar em fichas técnicas kg.m. Estas duas unidades relacionam-se da seguinte maneira: 1 kg.m = 9,8 N.m. 
 
Bloco
Componente central de um motor (normalmente construída em ferro fundido ou alumínio) onde são perfurados os cilindros. 
 
Bobina
Dispositivo eléctrico que transforma a corrente de baixa tensão vinda da bateria em corrente de alta tensão, necessária para que a faísca da vela seja emitida. 
 
Bomba de água
Componente responsável por fazer circular o fluído refrigerante pelo circuito de refrigeração do motor. 
 
Bomba de óleo
Componente responsável por fazer circular o óleo pelo circuito de lubrificação. 
 
Bomba injectora
Uma das tecnologias da última geração dos motores Diesel. Em vez de uma bomba, que aumenta a pressão do gasóleo, de uns tubos que se dilatam devido às altas pressões e de uns injectores, é incorporada uma mini-bomba em cada injector e eliminam-se os tubos. Pressão gerada no local, mais robusta, capaz de funcionar com maiores pressões que qualquer outro sistema, e com uma pulverização mais fina do gasóleo. 
 
Boxer
Arquitectura de motor, na qual, a disposição de cilindros é oposta. Num motor boxer, cada par de bielas encontra-se associado ao mesmo moente da cambota. 
 
Break
Carrinha de dois volumes com 5 portas (também designada de stationwagon ou simplesmente station). 
 
Break Assist
Sistema de apoio ao esforço aplicado pelo condutor no pedal do travão. Estudos científicos mostram que o esforço aplicado no pedal do travão pode não permanecer o suficiente ao longo de uma travagem. Neste caso, o sistema de assistência de travagem electrónica aumenta o esforço de travagem, compensando o aliviar do pedal. 
 
Break by wire
Sistema de travagem em que não existe qualquer ligação mecânica entre o pedal de travão e o sistema mecânico que actua nos travões. Para tal, existe um sensor que mede a posição do pedal do travão. Esta informação é processada pelo computador do sistema de travagem que, por sua vez, controla o accionamento dos travões em cada roda. 
 
Brecagem
Perímetro da menor circunferência que um automóvel consegue descrever. Um automóvel com um boa brecagem consegue descrever círculos apertados.  
 
Cabrio
Carroçaria aberta, em geral descapotável, com uma capota de lona, derivada de uma berlina ou de um coupé. 
 
Caixa de velocidades
Componente mecânico que faz a ligação entre o sistema de embraiagem e o veio de transmissão. É a caixa de velocidades que permite ao condutor seleccionar a melhor relação entre a rotação do motor e a rotação desejada das rodas para que se tire melhor proveito das capacidades do motor. Podem ser manuais (sendo o condutor responsável por seleccionar a relação de caixa) ou automáticas. 
 
Caixa de velocidades automática
Tipo de caixa de velocidades em que o condutor não realiza mecanicamente as passagens de caixas. Os veículos equipados com este tipo de caixas apresentam um selector que pode ser colocado nas seguintes posições. P - (parking) - o selector deverá ficar neste posição quando o veículo se encontra estacionado ou imobilizado; R (reverse) - posição de marcha atrás; N (Neutro) - posição de ponto morto; D (Drive) - Posição que devemos optar se desejamos conduzir o veículo em condições normais. Consoante a velocidade e a posição do acelerador a caixa seleccionará a relação mais apropriada. O processo de selecção da marcha mais eficiente pode ser mecânico ou com a ajuda de actuadores controlados por uma central electrónica. Consoante o número de relações da caixa (normalmente 4 ou 5) o condutor pode ainda limitar a caixa às 1.ª, 1.ª e 2.ª, ou 1.ª, 2.ª e 3.ª velocidades (se a caixa for de quatro marchas) colocando o selector nas posições 1, 2 ou 3, respectivamente. 
 
Caixa redutora
Nos veículos todo-o-terreno as relações de caixa que se utilizam, para realizar manobras complicadas, (nomeadamente subidas ou descidas muito íngremes) requerem a utilização de relações de caixa muito curtas. A caixa redutora aplica uma relação de caixa adicional reduzindo a relação final. 
 
Caixa sequencial
Denomina?se sequencial, às passagens de caixa manuais, mas em lugar de se engrenar as relações na tradicional forma H, basta mover a alavanca da caixa numa sequência longitudinal, para a frente e para trás. Também são consideradas caixas sequenciais, as velocidades manuais accionadas por botões sobre o volante (Tiptronic). 
 
Câmara de combustão
Local onde se dá a explosão da mistura ar/combustível. Esse local é limitado pela cabeça do motor, pelo êmbolo e pelo cilindro. 
 
Camber
O camber representa a inclinação lateral que as rodas apresentam quando montadas num veículo. 
 
Carburador 
O carburador é o órgão mecânico dos motores a gasolina, que permite efectuar a mistura correcta de ar e combustível, antes de esta entrar no motor. Com a introdução dos catalisadores, tornou-se imperioso um controlo apurado da mistura ar e combustível para que se possam minimizar as emissões de poluentes. Os carburadores mostraram-se incapazes de garantir esse controlo, tendo sido substituídos por sistemas de injecção electrónica. 

Cardan 
Junta de ligação de dois eixos que trabalhem em rotação. Permite transmitir o movimento de rotação de um eixo para o outro, podendo os dois eixos fazer um determinado ângulo entre eles. Estas juntas Cardan são usadas nos veios de transmissão e nas colunas de direcção. 
 
Carter
Parte inferior de um motor, onde normalmente está armazenado o óleo. 
 
Caster
Se olharmos de lado para as rodas dianteiras de um veículo, concluímos que o sistema da suspensão, que liga a roda ao chassis se encontra ligeiramente inclinado para trás face ao eixo vertical. Este aspecto é importante, pois faz com que, quando largarmos o volante, o veículo tenha tendência em manter as rodas a direito (isto é, apontadas para a frente). 
 
Centralina
Central electrónica de comando do motor. Serve para gerir a ignição, injecção e outras funções como a recirculação de gases de escape.  
 
Chassis
É composto pelo motor, suspensão, rodas, travões e direcção assentes sobre a plataforma. 
 
Cilindrada
Volume geométrico dos cilindros ocupado pelo conjunto de pistões. Permite saber a capacidade de esforço que o motor pode desenvolver. 
 
Cilindro
Perfurações de geometria cilíndrica que se efectuam no bloco do motor. 
 
Cintos de segurança com limitadores de esforço
Em colisões de alguma gravidade, o cinto de segurança pode causar forte pressão sobre o tórax. Quando um cinto de segurança atinge uma determinada pressão, é possível diminui?la ligeiramente, mediante um dispositivo para o efeito, pois nessa altura o airbag já terá actuado e será capaz de reter o ocupante. Com todos estes mecanismos de segurança, que actuam no decorrer de uma colisão, reduz?se o risco de lesões provocadas pelo sistema de retenção com toda a eficácia necessária. Para que a actuação do cinto de segurança seja eficaz, é necessário colocar o cinto de maneira correcta e de forma a que o ocupante fique o mais «agarrado» possível à estrutura do veículo, através do banco. Isto é possível devido à inclusão dos referidos tensores de esforço. Common?Rail ? É uma das mais recentes tecnologias no mundo dos motores Diesel. Modular, necessita de alterações pouco dispendiosas para que o construtor o possa incorporar em motores já existentes. Em vez das tradicionais bombas, este sistema funciona alimentando um acumulador até que a pressão do gasóleo alcance os 1.350 Bar. Os injectores «alimentam?se» desta reserva de gasóleo a alta pressão. Porque funciona a uma pressão constante e não precisa de gerar essa pressão a cada vez que o injector a pede, o sistema é mais silencioso que o das bombas tradicionais. Como existe uma reserva continua, podem realizar?se pequenas injecções de gasóleo, à medida das necessidades do motor, reduzindo desta maneira o nível de ruídos, consumo e emissões de gases. É também conhecido por sistema de rampa comum. 
 
Colector de admissão
Condutas que o ar atmosférico percorre até atingir as válvulas de admissão. O colector de admissão pode englobar o filtro do ar, os injectores, assim como, o compressor e o intercooler (caso existam). 
 
Colector de escape
Conjunto de tubos que recolhem os gases de escape provenientes dos cilindros pelas válvulas de escape e os enviam para a atmosfera. É no colector de escape que se encontram montados o catalisador e a panela silenciadora. 
 
Coluna de direcção
Veio no qual está montado, numa das extremidades, o volante. Na outra extremidade da coluna da direcção está a caixa da direcção. 
 
Combustão
Num motor a gasolina, representa a inflamação e queima da mistura carburante, causada pela faísca, emitida pela vela. Num motor Diesel, a combustão ocorre devido à auto-inflamação das gotas de gasóleo, que se evaporam dentro dos cilindros. 
 
Common rail
Sistema de injecção directa para motores Diesel onde o gasóleo é previamente colocado num tubo (rail) a alta pressão. Cada injector partilha este tubo comum (common). A abertura e fecho de cada injector é accionado pela central de controlo electrónica. São exemplos de motores Diesel com este sistema os propulsores JTD do grupo Fiat, CDi da Mercedes-Benz ou HDi do Grupo PSA.  
 
Compressão
Fase do ciclo, de 4 tempos, em que o fluido admitido para dentro dos cilindros é comprimido. Nesta fase, o êmbolo realiza um movimento ascendente, encontrando-se as válvulas de admissão e escape tolamente fechadas. 
 
Compressor
Dispositivo mecânico responsável por aumentar a pressão do ar de admissão antes de este ser introduzido dentro dos cilindros. 
 
Compressor volumétrico
Tipo de compressor, normalmente utilizado em sistemas de sobrealimentação,em que o accionamento é feito recorrendo à energia de rotação do motor. 
 
Deriva
Pelo seu carácter elástico, quando um pneu é submetido a uma força lateral, desvia a sua trajectória. Este desvio pode ser observado quando um carro circula com as rodas direitas com um forte vento lateral, ou quando descreve uma curva, mesmo a uma velocidade reduzida. Este fenómeno, pelo qual o pneu se desvia da sua trajectória, chama-se deriva. Este desvio aumenta quando se submete o pneu a uma força lateral maior, não sendo sempre de uma maneira proporcional. A deriva existe também no sentido longitudinal, perante as forças de aceleração ou travagem, medindo-se o grau de deslizamento. 
Destinam-se a diminuir o efeito dos embates laterais. Encontram-se instalados no pilar central (pilar B) do veículo ou na fachada lateral exterior dos encostos dos bancos da frente. 
 
Detonação
O início da queima da mistura carburante em motores a gasolina deve ser controlado pela faísca da vela. Em muitas situações, as elevadas temperaturas e pressões a que a mistura fica sujeita, durante o fim do tempo de compressão, pode levar a uma auto-inflamação brusca e descontrolada. A essa combustão espontânea, e não desejada, dá-se o nome de detonação. Esta deve ser evitada, pois se ocorrer, com frequência, pode danificar o motor. 
 
Diâmetro
É assim que se denomina a medida de diâmetro de um cilindro. A sua dimensão é expressa em milímetros. É um dos parâmetros característicos do motor. Juntamente com o curso, define-se o volume ocupado por cada pistão, do que se depreende a cilindrada do motor. 
 
Diâmetro de viragem
A distância necessária para inverter a marcha do veículo. É medido com o veículo parado e as rodas completamente viradas para o lado onde se pretende inverter a marcha, até que o veículo fique em posição paralela no sentido inverso. 
 
Diâmetro x curso
O Diâmetro do cilindro multiplicado pela distância máxima que é feita pela cabeça do pistão dentro do cilindro. 
 
Diesel
O sistema de combustão interna inventado por Rudolph Diesel baseia-se num conceito diferente dos motores a gasolina. O combustível (gasóleo) é injectado dentro da câmara de combustão e o pistão ao iniciar a subida faz a combustão através do calor gerado pela compressão do ar no interior do cilindro. Não são necessárias velas nem carburadores. 
 
Diferencial
O diferencial é o componente mecânico que distribui a potência, vindo da caixa de velocidades pelos dois veios de transmissão (um ligado a cada roda). Este componente é fundamental, pois em curva a roda exterior percorre uma maior distância e logo essa roda deverá receber uma maior percentagem da potência debitada pelo motor. É o diferencial que garante essa distribuição correcta entre as duas rodas motoras. 
 
Diferencial autoblocante
Em algumas ocasiões, o mecanismo diferencial, tão benéfico para fazer manobras ou curvas, pode trazer dissabores em terrenos escorregadios. Para evitar estas situações, alguns veículos optam por diferenciais autoblocantes. Estes encarregam-se de corrigir a tendência dos diferenciais para enviar a potência do motor à roda que menos resistência oferece. Assim se uma das rodas motrizes patina em cima de uma placa de gelo, o diferencial convencional encarrega-se de enviar potência a essa roda que patina desenfreadamente e o carro não avança. O mesmo acontece se uma roda fica no ar, como acontece com as rodas interiores da curva. Os diferenciais autoblocantes - sejam eles viscosos, Torsen, etc - encarregam-se de enviar a potência à roda que oferece mais resistência, e portanto, dispõe de maior aderência, e permite solucionar situações mais delicadas. O seu uso é uma necessidade em competição, para melhorar a motricidade, e em condução todo-o-terreno. 
 
Diferencial central
Nos veículos de tracção integral deve existir um diferencial central, que distribua a potência entre os trens dianteiro e traseiro. 
 
Diferencial Torsen
Diferencial autoblocante, cujo accionamento é feito mecanicamente, recorrendo a elos de engrenagem, montados no seio da caixa do diferencial. 
 
Diferencial viscoso
Tipo de diferencial autoblocante que recorre a um conjunto de discos fixos intercalados por outros discos móveis separados por um fluído viscoso. Este sistema é mais progressivo e suave do que os diferenciais mecânicos, tipo Torsen. Estes últimos têm sido aplicados, essencialmente, em veículos de cariz desportivo, enquanto os viscosos se aplicam na maioria dos modelos de aplicação usual. 
 
Direcção às quatro rodas
Sistema de direcção que permite que as rodas dianteiras e traseiras girem, quando se roda o volante. 
 
Direcção assistida
Dispositivo de ajuda à condução que aplica energia - eléctrica ou hidráulica - para facilitar ao condutor no manuseamento do volante. Ajuda indispensável para fazer manobras, este equipamento também permite ao fabricante instalar equipamentos que proporcionem mais estabilidade ao veículo, pois quando a direcção pesa mais, a direcção assistida faz parte do trabalho. O aparecimento da direcção assistida eléctrica permitiu que, através de um botão, o condutor possa escolher o grau de suavidade que pretende do volante, mediante estar a circular em estrada ou na cidade. 
 
Discos de travão
Um tipo de travão que faz os veículo abrandar ou parar através da fricção com as pastilhas. Tratam-se de discos em aço montados na extremidade do eixo, na zona onde estão as rodas. As pastilhas estão colocada de cada lado do disco e actuam quando pressionado o pedal de travão. Inicialmente utilizados nos carros de competição são nos dias de hoje o principal sistema de travagem da maioria dos veículos. 
 
Distância de travagem
Resultado da melhor distância de travagem obtida sobre uma superfície horizontal. Se o veiculo tem ABS, a travagem é feita pisando a fundo o pedal do travão. Se não tiver ABS, dosifica-se a pressão exercida no mesmo pedal. 
 
Distância entre eixos
Designa a distância entre o eixo dianteiro e traseiro do veículo. 
 
Distribuição variável
Num sistema de distribuição convencional a árvore de cames apresenta uma geometria perfeitamente definida, significando que cada válvula (seja de escape ou de admissão) abre e fecha, sempre no mesmo momento (ângulo de cambota) e o curso de abertura é igualmente constante. Acontece que, consoante a rotação do motor e os objectivos desejados (mais potência ou melhores consumos) a abertura e fecho das válvulas deveriam ser ajustados. Os sistemas que proporcionam variar o momento de abertura e fecho das válvulas e/ou o curso das mesmas são denominados sistemas de distribuição variáveis. São exemplos disso o sistema VVT da Toyota ou VTEC da Honda. 
 
DOHC (Double OverHead Camshaft)
Designação dos motores com dupla árvore de cames montada na cabeça do motor. 
 
Faróis de superfície livre
Em lugar da parábola para dirigir o feixe de luz e do cristal para lhe dar a forma, os faróis mais complexos não dispõem de um reflector em forma de parábola e o cristal pode ser substituído por um simples plástico transparente. Um computador encarrega-se de desenhar, ponto por ponto, uma curvatura adequada para conseguir o feixe de luz apropriado. Na teoria, esta técnica permite um maior rendimento luminoso e uma resistência maior à ruptura no caso do plástico. 
 
Faróis de xénon
Em vez das lâmpadas convencionais, os faróis de xénon utilizam o mesmo princípio de iluminação das lâmpadas florescentes para proporcionar uma luz branca-azulada, muito homogénea e de grande potência. Em substituição do filamento incandescente, estas lâmpadas têm dentro um gás nobre - denominado xénon - através do qual se efectua uma descarga eléctrica. Não funcionam com os habituais 12 volts, mas precisam de transformadores para conseguir gerar tensões de trabalho acima dos 20.000 volts. O seu principal inconveniente consiste num ligeiro atraso até os faróis acenderem completamente, semelhante ao das lâmpadas florescentes de uso doméstico. Pelo seu elevado poder de iluminação, precisam de um sofisticado sistema de correcção de altura, feito através de motores eléctricos, que actuam em centésimos de segundo para evitar encadeamentos com os movimentos da carroçaria. 
 
Faróis elipsoidais
Em vez da parábola convencional, estes faróis compactos têm uma lente em frente da lâmpada para dirigir e concentrar adequadamente o feixe de luz. Para evitar dispersões de luz, que poderiam encadear os outros condutores, surge uma máscara, que provoca o característico corte horizontal na luz emitida por estes faróis. 
 
Filtro de partículas
Um dos maiores inconvenientes dos motores Diesel, inexistente nos motores a gasolina, é a presença de partículas sólidas no escape. Estas partículas, o tradicional fumo negro visível, enfrentam uma regulamenta- ção cada vez mais restrita. Prevê-se que a legislação que entrará em vigor em 2005 não se poderá cumprir se não houver um aumento na qualidade do gásoleo e/ou se encontre um processo que diminua a presença das partículas no escape. O grupo PSA lançará o primeiro sistema de filtragem de partículas, se serão queimadas no catalisador depois de se juntar ao combustível um aditivo que reduza a temperatura do início da combustão das mesmas.Existe um outro filtro de partículas e de polén que impede a entrada destes no habitáculo, assim como de maus odores. 
 
Fuel cells
Sistema que gera energia eléctrica ao misturar-se hidrogénio com oxigénio. As fuel cells podem vir a substituir as baterias na fonte de alimentação nos veículos eléctricos. 
 
Fusível
Dispositivo de segurança que protege as instalações eléctricas dos efeitos de uma corrente eléctrica excessiva . O fusível é normalmente composto por um fio metálico fino que se funde devido à alta corrente interrompendo o circuito. 
 
FWD (Front Wheel Drive)
Designação dum veículo com tracção dianteira. 
 
Gases de escape
Produtos resultantes da combustão da mistura carburante dentro dos cilindros. Os gases de escape abandonam os cilindros pelas válvulas de escape, percorrendo as condutas de escape até atingirem o exterior. 
 
GPL (Gás de Petróleo Liquefeito)
O GPL é composto por uma mistura de gases (butano e propano). A sua queima é mais "limpa" quando comparado com a gasolina.  
 
GPS (Global Positioning System)
Aparelho destinado a identificar as coordenadas de um objecto. O GPS recorre a satélites, colocados em órbita, para identificar a posição de um veículo na superfície da terra. Informa, segundo a segundo, a latitude e a longitude a que o aparelho se encontra, assim como, a velocidade a que se desloca. 
 
 
Índice de octanas
Índice pelo qual se mede a resistência de um combustível a inflamar-se espontaneamente. Quanto maior o número de octanas, menor é a tendência para se autoinflamar. Tem grande importância nos motores a gasolina, pois um motor só funciona adequadamente quando a inflamação se produz no momento exacto para que foi desenhado - quando salta a faísca da vela - e não de modo incontrolado. Existem dois índices - RON e MON -, segundo o procedimento empregue no ensaio. Tradicionalmente, conseguem-se altos índices de octanas nas gasolinas mediante a adição de compostos orgânicos com chumbo, mas a sua incompatibilidade com os catalisadores obriga ao seu desaparecimento nos tempos mais próximos. O número de octanas nas gasolinas sem chumbo aumenta-se mediante tratamentos de refinaria e de aditivações. 
 
Injecção Directa
Sistema de alimentação na qual o fornecimento de combustível se realiza mediante injectores na própria câmara de combustão. Precisa de trabalhar com bombas de injecção de alta pressão, para aproveitar ao máximo cada gota de combustível, para que estes motores ofereçam consumos extremamente reduzidos. Nos motores Diesel as vantagens de rendimento chegam aos 30%, enquanto que nos motores a gasolina raramente chegam a atingir os 10%. Na actualidade, a injecção directa consolidou-se nos motores Diesel. Está previsto um incremento destes motores, mas na variante a gasolina, antes de 2005, ainda que para isso a gasolina tenha que eliminar praticamente eliminar do seu conteúdo de enxofre. 
 
Injecção Indirecta
Sistema de alimentação no qual o fornecimento de combustível se realiza mediante injectores numa câmara auxiliar, independente da câmara de combustão ou no colector de admissão (no caso dos motores a gasolina). 
 
Injecção Monoponto
Denominação que se dá aos sistemas de alimentação de motores a gasolina constituído por um só injector, que alimenta todos os cilindros. Estes sistemas dominaram o mercado na fase de transição entre os carburadores e a injecção electrónica. 
Encontram-se em fase de extinção, uma vez que são menos eficientes que os sistemas de injecção Multiponto. 
 
Injecção Multiponto
Sistema de alimentação presente nos motores a gasolina, que consiste em ter um injector por cada cilindro. Com isto consegue-se uma injecção precisa, o que se traduz num funcionamento do motor mais suave e regular, com menos consumos. 
 
Intercooler
Emprega-se este termo para identificar um radiador que arrefece o ar da admissão em motores turbocomprimidos. Nestes motores o ar aquece, devido á compressão a que é sujeito, baixando a densidade e o seu conteúdo de oxigénio, o que diminui o possível incremento de potência devido à sobrealimentação. O intercooler arrefece este ar depois de comprimido para obter o máximo de partido da sobrealimentação do motor. 
 
Jantes
As dimensões das jantes são descritas pelo seu diâmetro (em polegadas; 1 polegada = 2,54 cm) pelo largura (igualmente em polegadas) e por um letra que caracteriza a sua geometria. A maioria apresenta uma forma tipo «J». 
 
Keyless-go
Um cartão electrónico - do tamanho de um cartão de crédito, mas mais grosso - permite ao seu portador abrir a porta e por o carro a trabalhar, com a simples operação de abrir a porta com o cartão e a ignição fica automaticamente desbloqueada. Este pequeno gesto esconde centenas de acções que decorrem em centésimas de segundo. Enquanto se prime o botão para abrir a porta, o carro emite um sinal de rádio codificado. O sistema espera que exista um cartão electrónico nas proximidades - normalmente no bolso do condutor - que recebe a mensagem e responde também com um sinal via rádio. Se o carro reconhece o sinal recebido, o fecho central das portas é automaticamente desactivado. Tudo se passa a tal velocidade que parece que é instantâneo. O mesmo procedimento de reconhecimento acontece com o arranque do motor. Carrega-se num botão, contacto, carrega-se outra vez, arranque. É assim tão simples? E se alguém tenta abrir a porta antes do condutor? Não se abrirá, somente obedecerá ao portador do cartão electrónico. O motor continua a trabalhar até que nos afastemos a uma determinada distância do carro com o cartão, mas uma vez que o motor pare, só volta a trabalhar depois da «conversa» electrónica com o cartão. O cartão armazena todas as preferências do condutor, de maneira a que possa automaticamente ir buscar essa informação e activá-la, seja a regulação do volante, os assentos, espelhos ou qualquer outra memorização que o carro possua 
 
Liftback
Versão utilizada pelas marcas japoneses e que designa um automóvel de dois volumes e meio com 5 portas. 
 
Limousine
Um termo que gera alguma confusão quando utilizado para designar determinados modelos. Uma Limousine é um veículo com chauffer cujo o habitáculo é separado por uma janela interior em vidro colocada entre o condutor e os passageiros. 
 
Longarina
Uma das principais peças que faz da plataforma do veículo. As longarinas são barras longitudinais que suportam o peso da carroçaria e componentes, ao mesmo tempo que conferem a rigidez necessária ao veículo.  
 
McPherson
Um dos sistemas de suspensão mais conhecidos pela sua facilidade, economia de montagem e eficácia em andamento. Consiste num elemento telescópico apoiado na parte superior da carroçaria e unido ao cubo da roda na sua parte inferior, ao que também se une um braço transversal. O conjunto McPherson inclui um elemento telescópico, a mola e o amortecedor. Denomina-se «pseudo McPherson» ao conjunto que incorpore um braço adicional para controlar o possível deslocamento longitudinal do cubo da roda. 
 
Mola
É um dos componentes principais de uma suspensão de um veículo. Absorve de uma forma suave e confortável as irregularidades do piso. A mola pode ser helicoidal, de lâmina ou uma simples barra de torção. 
 
Monobloco ou monocoque
A estrutura mais utilizada que designa o conjunto do chassis e da carroçaria. Este tipo de opção de montagem oferece maior rigidez estrutural. A carroçaria e o chassis constituem uma peça totalmente agregada. 
 
Monovolume
Categoria de veiculo de acordo com a forma da sua carroçaria. Como o seu nome indica, num só corpo de volume integram-se o vão do motor, o habitáculo e a bagageira. 
 
Motor de cilindros opostos
Arquitectura de motor, na qual, a disposição de cilindros é oposta. Num motor de cilindros opostos cada biela encontra-se associada ao seu moente da cambota. Um motor de cilindros opostos pode ser considerado um motor em «V», a 180º. 
 
Motor em linha
Arquitectura de motor na qual a disposição de cilindros é em linha. 
 
Motor em V
É composto por duas bancadas de cilindros em linha que partilham a mesma cabota. O ângulo entre as duas bancadas define a arquitectura do motor em V. Valores mais normais neste tipo de arquitectura são 60 e 90º. 
 
MSR
O sistema MSR aumenta, por instantes, o binário transmitido às rodas de modo a que, a desaceleração seja mais suave e progressiva. Nas reduções, o MSR acelera o motor, ligeiramente, para atenuar a variação de regime do motor. 
 
OHV (Over Head Valves)
Válvulas montadas na cabeça do motor. 
 
Óleo
Fluído responsável por lubrificar as diferentes peças em movimento num motor. Para além de lubrificar, desempenha também o papel de detergente, antioxidante e refrigerante. 
 
Overboost
É uma função da válvula de descarga do turbocompressor (também conhecida como wastegate) Em situação de aceleração total, a válvula permanece fechada durante alguns segundos deixando a pressão de sobrealimentação subir mais do que o valor normal (só durante alguns segundos) o que eleva a potência durante esse lapso de tempo. 
 
Peso Bruto
Inclui o peso do veículo e o peso admissível inscrito na ficha de homologação. Até aos 3500 kg são considerados veículos ligeiros. Acima deste valor são designados por veículos pesados. 
 
Pick-up
Categoria de veículos com grande aceitação no Estados Unidos, tem uma vertente profissional e outra familiar, dispõe na parte de trás do habitáculo de uma plataforma de caixa aberta para o transporte de mercadorias. Na sua versão original o habitáculo conta com uma só fila de bancos corrida, mas existem as versões de cabina dupla, que contam com duas filas de bancos. Esta carroçaria foi desenvolvida a partir de um veículo de todo-o-terreno. 
 
Pistão
Peça cilíndrica conhecida também por êmbolo. Recebem a energia da queima da mistura carburante, transformando-a em energia mecânica, ao percorrerem o seu movimento descendente. 
 
 
Pneus (Tipos)
Saber descodificar os números e letras inscritos nos pneus pode ser o melhor caminho para poupar algumas centenas de Euros cada vez que tiver de trocar os seus pneus. Por exemplo, um pneu que tem a seguinte inscrição: 225/60 VR16. Os 225 são os milímetros referentes à largura da banda de rodagem do pneu, ou seja, a superfície que estará em contacto com o solo. O número 60 é a percentagem da largura do pneu (60%). O «V» indica a velocidade máxima recomendada para o pneu e o «R» confirma que o pneu é radial. Quanto aos «16» são as polegadas da jante. Siga com atenção as designação de cada letra, que não são mais do que os índices de velocidade máxima aconselhada para cada tipo de pneu: 
S = 180 km/h 
T = 190 km/h 
H = 210 km/h 
V = 240 km/h 
Z = mais de 240 km/h
 
 
Ponto morto inferior
Posição mais baixa do êmbolo dentro do cilindro. Situação em que a cilindrada disponível é máxima. 
 
Ponto morto superior
Posição mais alta do êmbolo dentro do cilindro. Situação em que a cilindrada disponível é mínima. 
 
Potência do motor
A potência de um motor pode ser definida como a energia útil gerada por unidade de tempo. Se o binário era a energia gerada numa explosão, a potência é, então, proporcional ao binário multiplicado pela rotação. 
 
Potência máxima
Pode ser medida em cavalos (horsepower) ou em Kilowatts. Na maioria dos países a medida de medição da potência do motor mais utilizada são os cavalos, uma medição quase ancestral. 
 
Pressão de sobrealimentação
Pressão relativa a que o ar sai do compressor, normalmente medida em bar. Em motores Diesel este valor ronda os 1-2 bar. Em motores a gasolina, encontra-se entre os 0,5 e 1 bar. 
 
Pré-tensores dos cintos de segurança
Dispositivo de segurança que dá uma margem de 15 centímetros no cinto de segurança quando ocorre uma colisão. Com este sistema conseguem-se eliminar possíveis lesões e podem-se desenhar cintos que não pressionem demasiado. O tensor pode desencadear um sistema mecânico - uma mola - ou pirotécnico - um explosivo. 
 
Protótipo
Também conhecidos por «Concept Cars», não são mais do que modelos para apresentação de novos conceitos de desenho automóvel ou para determinados testes dinâmicos. Normalmente a fase de protótipo serve para apresentar um determinado modelo num salão automóvel internacional e para recolher opiniões. Dessas opiniões sairá a decisão de seguir para a produção em série. Muitos dos protótipos presentes nos salões nunca chegam à produção em série e servem para mostrar que o departamento de design de determinado construtor está activo e à procura de novos conceitos para o futuro. 
 
 
Radiador
Componente responsável por arrefecer o fluído refrigerante do motor. 
 
Recirculação de gases de escape
Dispositivo anticontaminante, que em determinadas circunstâncias faz com que grande parte dos gases de escape voltem a entrar na câmara de combustão. Assim consegue-se que a temperatura de combustão diminua e que os gases emitidos para a atmosfera sejam menos nocivos. 
 
Recuperações (Reprises)
Exercício que simula a aceleração de um veículo que circula a 80 km/h. Este testes é efectuado em 4ª e 5ª velocidades, e o objectivo é colocar em evidência as aptidões dinâmicas do veículo quando circula com o motor em médio regime. As recuperações a partir dos 20 km/h iniciando-se em 2ª, permite obter uma conclusão semelhante ao exercício de aceleração, eliminando a influência do condutor e dos pneus no arranque. 
 
Relação de caixa
É a relação entre a rotação do motor e a rotação do veio de transmissão. 
 
Relação peso/potência
É uma fórmula matemática que se utiliza para dividir o peso na báscula e a potência registada no banco de ensaios. O resultado é uma aproximação ao valor da velocidade de ponta de um veículo, especialmente a aceleração. 
 
Repartidor de travagem
Componente do sistema de travagem que reparte o esforço de travagem pelo trem dianteiro e pelo traseiro, conforme a distribuição de peso no veículo. 
 
Roadster
Um modelo de dois lugares descapotável com uma linha desportiva. Exemplos: BMW Z3, Porsche Boxster, MGF, Mazda MX - 5... 
 
RWD (Rear Wheel Drive)
Designação dum veículo com tracção traseira 
 
Sedan
Um modelo familiar de quatro ou cinco lugares com quatro portas, normalmente designado entre nós por «três volumes». 
 
Segurança activa
O sistema de segurança mais importante do veículo encontrase sentado atrás do volante. Em grande parte, a responsabilidade de um acidente depende do condutor e da sua capacidade de avaliar uma situação. No entanto, o condutor está sempre dependente das capacidade do seu veículo para o informar e para responder às suas intenções de modo a evitar o acidente. A isso chama-se segurança activa. O veículo enquanto conjunto é a base da segurança activa. Suspensões, motor, travões e direcção são elementos básicos. O carro deve ser insensível ao estado do piso, deve desacelerar rapidamente, deve virar obedientemente, deve contar com um motor eficaz nas reduções, etc. Mas também influenciam muitos outros factores, como uma boa aerodinâmica, que evita que as trajectórias sejam influenciadas pelo vento lateral. Definitivamente o desenho e a boa manutenção do carro constituem os factores chave da segurança activa. 
 
Segurança passiva
Em determinadas situações a segurança activa de nada serve e dá?se mesmo o acidente. A partir deste momento começa a trabalhar a segurança passiva do automóvel. Os sistemas de segurança passiva estão adormecidos ? ou aparentemente inactivos ? durante o funcionamento normal do veículo. Porém alguns destes sistemas estão bem activos. Desde o momento em que se dá o acidente até que o airbag está totalmente insuflado por forma a proteger o impacto do corpo contra a porta decorrem apenas 20 milésimas de segundo. A partir do momento em que se dá o acidente, o veículo dá?se como perdido. Toda a sua estrutura, carroçaria e outros elementos específicos suicidam?se literalmente, segundo uma sequência meticulosamente estudada. Não se equacionam gastos ou desperdícios, o único objectivo é garantir o mínimo de consequências físicas para os ocupantes. Se a segurança activa serve para evitar que se dêem os acidentes, a segurança passiva só tem um objectivo: que as únicas consequências para as pessoas envolvidas sejam a nível económico. 
 
Segurança preventiva
Há elementos que afectam activamente a segurança de um carro e que não se podem considerar como parte da segurança activa. É inegável que um botão de emergência grande e colocado num local central e de fácil acesso que possa ser accionado sem que o condutor tenha que se distrair do que está a fazer é um factor de segurança. Este é um exemplo de segurança preventiva. Toda a ajuda que permita ao condutor manter o máximo de atenção á condução é um elemento de segurança preventiva. Um tablier que não se reflicta no pára-brisas, uns bancos que permitam um bom ajuste sem saltos, uma boa climatização e um relógio que não obrigue o condutor a desviar a visão para ver as horas são exemplos de segurança preventiva, um dos aspectos mais descurados do desenho automóvel. 
 
Semi-eixo
Secção que transmite o movimento de rotação entre o diferencial e cada uma das rodas. Nos modelos de tracção a duas rodas existem dois, nos de quatro rodas motrizes existem quatro. 
 
Sensor de Chuva
Dispositivo capaz de avaliar a quantidade de chuva no pára-brisas por forma a regular automaticamente a velocidade das escovas. Este equipamento permite um funcionamento automático e à medida das necessidades para manter plena visibilidade em condução à chuva. Este sensor coloca?se na parte interior do pára?brisas e funciona com um emissor de infravermelhos. Um pára?brisas limpo reflecte claridade em toda a sua dimensão, e numa situação de chuva o sensor de infravermelhos avalia a quantidade de luz que é «perdida», tendo assim informação da intensidade de chuva pela quantidade de água depositada no vidro, calculando automaticamente qual a velocidade dos limpa pára?brisas mais adequada. 
 
Servo freio
Sistema montado entre o pedal do travão e os tubos que transportam o óleo até cada actuador do travão. Permite a redução do esforço físico, exigido ao condutor, para carregar no pedal do travão. 
 
Sincronizador
Elemento montado nos carretos da caixa de velocidades que permite um engrenar suave e preciso cada vez que se faz uma passagem de caixa. 
 
Sincronizadores
Conjunto de anilhas de forma cónica que «prendem» cada um carreto da caixa de velocidades ao seu eixo, engrenado uma mudança de forma suave e progressiva 
 
Sistema de navegação GPS
Mapas digitalizados e um indicador permanente da posição do veículo permitem a criação de sistemas de navegação. Para tal é preciso um CD?ROM com os mapas de um país ? já existe também em DVD ? uma antena capaz de captar a informação enviada pelos satélites de GPS e um visor de comunicações. Introduz?se o nome do destino ? cidade, lugar ou rua ? e o sistema cria uma rota ? pode?se seleccionar a mais rápida, mais longa, etc ? Através de sinais sonoros ou setas, o GPS indica a direcção a seguir de uma forma contínua e em tempo real, pois a leitura de posição realiza?se constantemente, ao contrário dos mapas digitalizados. Segundo os fabricantes, há informações de postos de abastecimento, restaurantes, etc. Em determinadas zonas de alguns países, o sistema é capaz de receber informações de trânsito e de meteorologia em tempo real, e assim estabelecer as rotas pelas ruas menos congestionadas. 
 
Sistema pneumático de controlo de válvulas
No lugar das molas de válvula helicoidais é usado ar comprimido, cuja pressão pode ser comandada consoante as necessidades. 
 
Sistemas de controlo de tracção
Os sistemas de controlo de tracção mais completos utilizam simultaneamente o EDS, o ASR e o MSR para que as rodas motrizes não patinem quer em aceleração, quer durante as reduções de caixa. 
 
Sistemas de retenção
Conjunto de dispositivos que actuam simultaneamente ou em sequência em caso de colisão, com o objectivo de manter os sujeitos dentro da estrutura do veículo e reduzir o risco de danos físicos. Estes mesmos sistemas encarregam?se de amortizar os impactos e de activar as suas capacidades para minimizar os danos pessoais. O principal sistema de retenção é o cinto de segurança, que deve ser complementado com o airbag. 
 
Sobrealimentação
Sistema auxiliar que alguns motores utilizam para aumentar a pressão com que o ar entra no motor. O resultado de meter ar com mais pressão é o mesmo que dispor de um motor com mais cilindrada: mais binário, mais potência e mais consumo. Os sistemas mais comuns de sobrealimentação são o turbocompressor e o compressor mecânico. Quando não se mete ar à pressão ? quando o compressor está desligado ou quando não se acelera o suficiente ? porta?se como um motor de menor cilindrada que realmente é. Até hà muito pouco tempo, nos motores a gasolina, os motores sobrealimentados precisavam de uma relação de compressão bastante reduzida, o que fazia com que a sua resposta em modo atmosférico fosse bastante fraca. Com os actuais avanços da electrónica, já é possível trabalhar com relações de compressão bastante mais elevadas, tendo estes problemas desaparecido e os consumos diminuíram. A sobrealimentação venceu no mundo do motores Diesel, e conhecerá um grande avanço nos próximos anos nos motores a gasolina. 
 
Sobrevirador
Comportamento dinâmico em curva em que o eixo traseiro tende a deslizar, apertando a trajectória, ou seja «virando mais». 
 
Sobreviragem
Tendência de um carro fugir de traseira quando aumenta a força lateral. Isto significa, que ao fazer uma curva, o carro sobrevirador tenha tendência a fechar a trajectória. O modo de condução pode alterar esta tendência, e inclusivamente, o mesmo veículo pode variar de uma tendência sobreviradora para uma subviradora. A sobreviragem está dependente da magnitude da aceleração transversal a que é submetido. 
 
Tara
Trata-se unicamente do peso de veículo em vazio e sem condutor. 
 
Taxa de compressão
A relação do volume do cilindro e a posição do pistão no seu ponto mais baixo de descida durante o tempo de trabalho. 
 
TCS (Traction Control System)
Sistema de controlo de tracção que evita que as rodas motrizes patinem, quer em aceleração, quer durante as reduções de caixa. Incorpora por isso dois sistemas, o ASR e o MSR. 
 
Termostato
Componente que, de acordo com a temperatura da água de refrigeração, regula o caudal de fluído que deve percorrer o radiador. 
 
Todo-o-terreno
Veículo com carroçaria de dois volumes com 3 ou 5 portas, tracção integral e suspensão independente. 
 
Tracção às quatro rodas
Tipo de transmissão em que a força motriz se reparte por cada uma das quatro rodas. Esta divisão não tem que ser igual para cada uma das rodas, nem sequer constante, podendo depender da aderência disponível. Ao repartir os esforços motrizes por mais rodas, pode-se aproveitar melhor a aderência disponível, o que é bastante importante em pisos irregulares. Por outro lado, os carros com tracção integral têm mais rolamentos, o que prejudica as prestações e os consumos relativamente aos carros de duas rodas motrizes. Para que este sistema seja verdadeiramente eficaz em pisos deslizantes, o carro tem de dispor de um sistema de bloqueio dos diferenciais, muito importante para a circulação em asfalto. Estes bloqueios são tradicionalmente mecânicos, mas hoje em dia a electrónica encarrega-se de gerir a utilização dos mesmos, travando automaticamente uma roda quando patina com sistemas de ABS. Este sistema individual não só evita que uma roda gire sozinha - fazendo-a rodar até uma velocidade em que ganhe aderência -, como distribui a potência pelas outras rodas que têm aderência para sair de uma dificuldade. 
 
Tracção dianteira
Sistema adoptado pela grande maioria dos automóveis, no qual, a energia motriz é transmitida pelas rodas dianteiras.
 
Tracção traseira
Sistema em que a energia gerada pelo motor é transmitida pelas rodas traseiras. 
 
Transferência de massas
Balancear da carroçaria sobre as suspensões, em travagens, acelerações e curvas. Deve-se ao efeito da inércia. 
 
Travão de disco
Sistema de travagem no qual um disco metálico gira solidariamente com a roda do automóvel. 
 
Travão de tambor
Sistema de travagem no qual um tambor metálico gira solidariamente com a roda do automóvel. As maxilas dos travões são pressionadas contra a parede interior do tambor. O atrito gerado entre as maxilas e a parede interior do tambor provoca uma redução na velocidade de rotação da roda. 
 
Túnel de vento
Local onde são feitos testes com o objectivo de optimizar as características aerodinâmicas e acústicas de um automóvel, assim como, os sistemas de climatização. 
 
Tuning
Uma moda derivada dos famosos Hot Rods americanos. Não é mais do que a alteração estética ou mecânica dum veículo feita pelo seu proprietário de modo a conseguir mais velocidade e melhores acelerações. Pode também não passar de alterações de ordem estética sem modificar as especificações do motor. O adeptos do Tuning costuma dizer que estão a «personalizar» o seu carro quando procedem a estas modificações. 
 
Turbina
Componente que recorrendo à energia cinética e termodinâmica disponível nos gases de escape gira a alta velocidade. A turbina encontra-se ligada por meio de um veio ao compressor, sendo assim responsável pelo accionamento do compressor. 
 
Turbocompressor
Um dos tipos possíveis de sobrealimentação de um motor é o turbocompressor. Utiliza-se para aumentar a pressão de ar que é injectada no motor de maneira que, com a mesma cilindrada, o motor admita mais combustível e proporciona um melhor trabalho. Em esquema, o equipamento consiste num compressor solidamente ligado ao motor, com um encaixe, a uma turbina, de modo que o conjunto seja denominado de turbocompressor. A diferença para outros sistemas de sobrealimentação é que o turbocompressor não rouba energia ao motor, recebe-a dos gases de escape, daí que se possa notar um pequeno atraso na resposta do motor até que a turbina acelere, ao que se chama atraso do turbo ou «turbo lag». A turbina é colocada no tubo de escape, muito próximo do motor, daí que possa atingir temperaturas muito elevadas, que podem chegar aos 900ºC. As velocidades de circulação também são consideráveis, pois podem chegar ás 100.000 rpm., o que requer muito cuidado no processo de produção para evitar eventuais desequilíbrios. Estas circunstâncias térmicas e mecânicas obrigam a que os turbocompressores incorporem um sistema de lubrificação muito eficaz, e em certos casos de refrigeração. Para evitar o aparecimento de fenómenos de deterioração nos motores a gasolina, quando se vai instalar um turbo, diminui-se a relação de compressão relativamente ao mesmo motor atmosférico. Nos motores Diesel, o turbo-compressor consegue reduzir os consumos, enquanto que nos motores a gasolina aumenta-os. 
 
Twin Spark
Sistema de ignição que adopta duas velas por cilindro. Cada uma das velas emite uma faísca dando origem a uma frente de chama. Havendo duas frentes de chama o processo de combustão realiza-se mais rapidamente aumentando, deste modo, a eficiência do ciclo termodinâmico. 
 
Utilitário
Categoria de veículo atendendo ao tamanho. São os modelos mais pequenos do mercado, com um comprimento máximo de 3,7 metros. 
 
Válvulas
Uma peça do motor que tem a seu cargo os fluxos de ar e combustível do motor, nomeadamente da câmara de combustão. Existem dois tipos de válvulas: as de admissão e as de escape. As de admissão encarregam-se da mistura ar-combustível. As de escape abrem a câmara de combustão para libertarem os gases da queima em direcção ao escape. 
 
Van
Designação aplicada aos veículos comerciais derivados de versões existentes nas gamas de ligeiros de passageiros. 
 
Vidros Laminados
Este tipo de vidros possui uma película de plástico entre as duas camadas de vidro. Em caso de acidente evita o estilhaçar do vidro quando atingido por objectos ou pessoas. 
 
Waste Gate Valve
Válvula que regula a pressão de sobrealimentação de um turbocompressor. Reduz o caudal de gases de escape, que passa pela turbina baixando assim a rotação do conjunto turbina-compressor. 
 
Windowbag
Uma das denominações possíveis para os airbags que insuflam ao lado da cabeça para proteger os ocupantes em caso de colisão lateral. Também são conhecidas por cortinas insufláveis.
 

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